As Organizações e as empresas operam actualmente num mundo hipercompetitivo, caracterizado por uma envolvente em turbilhão e em contínua e rápida mutação, aliados a uma forte imprevisibilidade e elevado grau de incerteza.
Nesta complexidade, as empresas têm de ser capazes de tomar decisões, definir objectivos e arquitectar as estratégias adequadas e necessárias para os atingir consubstanciados nas suas potencialidade internas e nas suas capacidades competitivas.
É por isso fundamental, desenvolver e implementar uma cultura de doutrina da racionalidade nas organizações e empresas. Uma empresa é racional se os meios mais eficientes, são escolhidos e aplicados para alcançar os objectivos desejados.
Ao referirmo-nos à gestão de meios e alcance de objectivos, estamos implicitamente a fazer uma incursão no mundo dos conceitos, não raras vezes usados de uma forma aleatória e incorrecta, subvertendo o seu verdadeiro significado e rigor de gestão.
Exemplo do que dizemos, são os termos tantas vezes empregues de Eficiência e Eficácia. Quando e como os devemos usar? São sinónimos? O que os distingue em bom rigor?
Quando definimos objectivos ou finalidades estes só serão atingidos mediante um processo de gestão e aplicação de recursos disponíveis. A organização ou a empresa é então analisada sob o ponto de vista da sua Eficiência e da sua Eficácia.
Consideramo-la na óptica da Eficiência, se a nossa preocupação está focalizada na melhor maneira (the best way) pela qual as coisas devem ser executadas, a fim de que os recursos (pessoas, máquinas, matérias-primas...) sejam aplicados da forma mais racional possível, isto é, se são usados os métodos e procedimentos mais indicados para assegurar a optimização da utilização dos recursos disponíveis.
A Eficiência preocupa-se pois, com os meios.
A Eficácia é uma medida normativa do alcance dos resultados, à capacidade de satisfazer uma necessidade, ao alcance dos objectivos definidos.
A Eficiência e a Eficácia combinam-se em quatro relações possíveis:
a - Eficiente e Eficaz
b - Eficiente e não Eficaz
c - Não Eficiente e Eficaz
d - Não Eficiente e não Eficaz.
Apenas uma nota final ao permitirmo-nos lançar um repto à reflexão e à escolha de uma prioridade: na hipótese de não ser possível atingir a combinação ideal, opção a), e rejeitando desde logo a opção d), em que opção apostar?
Por José Manuel Teodoro
Economista, Analista de Sistemas de Informação e Formador |